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    Ilustração de água verde

    Excesso de carga orgânica

    (azoto e fósforo)

    excesso de carga orgânica 1 1

    O que você observa

    As disfunções visíveis (água, sedimentos, flora) são apenas os sintomas de uma saturação química do meio. Os indicadores de alerta são os seguintes:

    • Turbidez persistente: A água apresenta uma opacidade crônica, verde (fitoplâncton) ou marrom (matéria húmica), que resiste à renovação hidráulica.
    • Proliferação vegetal oportunista: Desenvolvimento massivo e rápido de algas filamentosas ou de macrófitas invasoras (Jussie, Myriophyllum) favorecido por um meio rico.
    • Atividade bentônica anaeróbia: Liberação de bolhas na superfície (metano) e odores sulfurosos (H₂S) durante a agitação da água, indicando uma fermentação ativa dos fundos.
    • Sedimentação rápida: Acúmulo de lodo negro, fluido e não mineralizado, reduzindo a batimetria útil.
    • Instabilidade do oxigénio dissolvido: Os peixes apresentam sinais de hipóxia (borbulhar à superfície) ao amanhecer, consequência do consumo noturno de oxigénio pela biomassa.

    O que isso significa

    O seu ecossistema está a sofrer de hiper-eutrofização. Perdeu a sua capacidade de auto-purificação face a uma carga nutritiva excessiva.

    TASO identifica um desequilíbrio importante na proporção C/N/P (Carbono/Nitrogênio/Fósforo), alimentado por três vetores:

    1. A Carga Exógena (Poluição de Entrada)
      Trata-se dos flux de nutrientes provenientes da bacia hidrográfica: nitratos de origem agrícola, efluentes ou aportes orgânicos diretos (folhas, dejetos, iscas de pesca). Esses aportes saturam a capacidade de assimilação do meio.
    2. O Flux Endógeno (Liberação Sedimentar)
      Este é o fator crítico de resiliência. Num fundo anóxico (privado de oxigénio), os complexos ferro-fósforo dissociam-se. O sedimento liberta então o fósforo armazenado (ortofosfatos) na coluna de água.
      O mecanismo: Essa liberação interna autoalimenta a produção de algas, mesmo na ausência de poluição externa.
    3. Demanda Química de Oxigênio (DQO)
      A decomposição incompleta da biomassa gera uma carga de carbono solúvel.
      O impacto: Esta carga aumenta a Demanda Química de Oxigênio (DQO), promovendo o consumo bacteriano em detrimento da fauna piscícola e precipitando a transição para a anoxia.

    Conclusão: O seu plano de água está em situação de saturação trófica. O acúmulo de nutrientes excede as capacidades de mineralização do ecossistema.

    excesso de carga orgânica 2 1

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    Por que agir agora?

    A eutrofização não é um estado estável, mas um processo dinâmico que se acelera (distrofização):

    • Ciclo de retroalimentação positiva: Quanto mais algas, mais sedimentos orgânicos, mais intensa é a liberação de fósforo, gerando ainda mais algas.
    • Risco de crise distrófica: O colapso abrupto da taxa de oxigênio (especialmente no verão) pode levar a uma mortalidade massiva de peixes em menos de 24 horas.
    • Risco Sanitário (Cianobactérias): Um ambiente rico em fósforo e quente favorece a dominância de cianobactérias potencialmente toxinogênicas.
    • Preenchimento acelerado: A acumulação de matéria orgânica não decomposta acelera o envelhecimento físico do local (assoreamento).

    A resposta TASO
    Redução da disponibilidade de nutrientes

    A intervenção visa restaurar um estado oligotrófico (pobre em nutrientes) agindo sobre os estoques e os fluxos.

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    Competição Nutritiva (Bio-Concorrência)

    Introduzimos estirpes bacterianas selecionadas (ALGIBIO / Biolimpid) com uma cinética de assimilação de nitrogénio e fósforo superior à das algas.

    A ação: Essas bactérias sequestram os nutrientes em uma biomassa inofensiva e aceleram a desnitrificação (retorno do nitrogênio ao estado gasoso). As algas regridem por privação de recursos.

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    Inertagem de Fósforo (Ação Sedimentar)

    Nós bloqueamos o processo de liberação interna.

    A ação: A aplicação de Nautex (Carbonato de Cálcio Coccolítico) permite a floculação de matérias em suspensão e a fixação do fósforo sedimentar numa forma mineral estável (apatite), tornando-o indisponível para o crescimento de algas.

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    Limitação Fotossintética (Controle Físico)

    Reduzimos a energia luminosa disponível para a produção primária.

    A ação: O uso do corante Bleu marine filtra seletivamente os comprimentos de onda necessários para a fotossíntese, limitando assim a produção de nova biomassa.

    Produtos
    & soluções associadas

    Para reduzir a carga trófica e restaurar o equilíbrio:

    nautex

    Nautex

    o tratamento mineral de referência para todas as massas de água
    Saiba mais

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    Cada protocolo é dimensionado com base no diagnóstico inicial, na morfologia do corpo d'água e nos seus usos.

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